A bronquiolite é uma infecção respiratória aguda que comumente acomete pacientes pediátricos. Geralmente
é de etiologia viral (vírus sincicial respiratório -VRS), compromete as vias aéreas de pequeno calibre (bronquíolos), causa processo inflamatório agudo que cursa com acometimento respiratório do tipo obstrutivo com diversos níveis de gravidade causando taquipnéia, desconforto respiratório, broncoespasmos
e aumento da produção de secreção pulmonar
Acomete crianças com idade inferior a dois anos e leva a um quadro respiratório do tipo obstrutivo com graus variáveis de intensidade. Esta doença ocorre na maioria dos países nos meses de inverno, e no Brasil, principalmente na cidade de São Paulo, é observada nos meses de abril a agosto.
A mortalidade das crianças hospitalizadas por VRS varia em torno de 1% naquelas previamente
hígidas e 3,5% nas crianças com história prévia de problemas cardíacos, displasia broncopulmonar e prematuridade, que são consideradas de alto risco para esta infecção. A infecção pelo VRS não confere imunidade, com possibilidade de reinfecção freqüente.
Os sintomas e a gravidade dos pacientes com esta doença são variáveis, desde leves, moderados ou graves. Quando a infecção acomete recém nascidos prematuros com displasia broncopulmonar e/ou cardiopatias, as condições são geralmente graves, com necessidade de internação em unidade de cuidados intensivos.
A fisioterapia respiratória em pediatria é estudada desde a década de 1970, quando uma revisão de Mellins em uma revisão, relatou e mostrou, que os principais objetivos seriam aumentar a remoção de secreções e melhorar a função pulmonar por reverter áreas de colapsos, através da drenagem postural, percussão torácica e vibração/ vibrocompressão, como por exemplo, em casos de doenças obstrutivas (como asma e fibrose cística), atelectasias, pneumonias ou fraqueza muscular com tosse ineficaz, além de seu emprego
em recém-nascidos prematuros que permanecem por períodos longos na ventilação mecânica.
Os recursos utilizados para aplicação da fisioterapia na faixa etária pediátrica, inicialmente foram inicialmente
adaptados uma adaptação dos métodos utilizados em pacientes adultos, como a tapotagem, vibrocompressão e drenagem postural. No decorrer dos anos surgiram técnicas especificas apropriadas para cada faixa etária, condizentes com as diferenças anátomo-fisiológicas. Dentre elas destacam-se o aumento do fluxo expiratório (AFE) e a expiração lenta prolongada (ELPr) para o uso em lactentes.
Hoje alguns estudos mostram que a utilização de técnicas de fisioterapia respiratória como a vibrocompressão ou tapotagem, associadas à drenagem postural em lactentes hospitalizados por bronquiolite, pode determinar a redução do desconforto respiratório, maior eliminação de secreção e melhora da ausculta pulmonar.
Fontes:
-Fisioterapia respiratória nas crianças com bronquiolite viral aguda: visão crítica, Mucciollo et al., Pediatria (São Paulo) 2008.
-Fisioterapia respiratória em lactentes com bronquiolite: realizar ou não?, Lanza et al., O Mundo da Saúde São Paulo: 2008.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
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